Não deixe o medo emperrar sua fé
Fala, pessoal, tudo em paz?!
Hoje estou trazendo um texto reflexivo a respeito de nossa fé e nosso medo de avançar. O texto bíblico que irei utilizar me trouxe certa vez um pensamento sobre os riscos da vida, o quão importante é arriscar e não parar por causa da possibilidade de erro. Porém, por algum motivo me senti inspirado em trazê-lo sob outra perspectiva; sob uma ótica, talvez, evangelística ou mesmo encorajadora até para os cristãos convertidos. Então, vamos lá?!
A base que quero usar está no segundo livro dos Reis, vejamos...
2 Reis 7:3 Quatro homens leprosos estavam à entrada do portão da cidade. Eles disseram uns aos outros: — Para que vamos ficar aqui sentados até morrer? 4 Se decidirmos entrar na cidade, há fome na cidade, e morreremos lá; se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamos então para o arraial do sírios e nos entreguemos a eles. Se nos deixarem viver, viveremos; se nos matarem, apenas morreremos. 5 Ao anoitecer, eles se levantaram para ir até o arraial dos sírios. Quando chegaram às imediações do arraial, eis que lá não havia ninguém. 6 Porque o Senhor tinha feito com que no arraial dos sírios se ouvisse um ruído de carros de guerra e de cavalos e o ruído de um grande exército, de maneira que disseram uns aos outros: — Eis que o rei de Israel contratou os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós. 7 Por isso, ao anoitecer, eles se levantaram e fugiram, abandonando as suas tendas, os seus cavalos e os seus jumentos, e deixando o arraial como estava. Fugiram para salvar a sua vida. 8 Assim, quando aqueles leprosos chegaram às imediações do arraial, entraram numa tenda, comeram e beberam; depois levaram dali prata, ouro e roupas; então se foram e esconderam tudo. Voltaram, entraram em outra tenda, e dali também levaram o que havia e esconderam. 9 Então disseram uns aos outros: — Não é certo o que estamos fazendo. Este dia é um dia de boas-novas, e nós nos calamos. Se esperarmos até a luz da manhã, seremos tidos por culpados. Vamos agora mesmo anunciar isto no palácio real.
Dei um destaque em dois trechos da mensagem porque quero trazer uma ênfase maior sobre eles. O primeiro trecho nos mostra quatro homens numa situação onde para eles a morte era garantida. Veja bem, se aqueles homens retornassem à cidade, morreriam de fome; se ficassem parados, morreriam também; se fossem ao arraial dos inimigos poderiam morrer, mas havia uma pequena possibilidade de sobreviverem. Veja, caro leitor, que situação interessante e tão atual para os dias de hoje, pessoas que simplesmente já estão condenadas à morte, mas decidem agir agarrando a única possibilidade de salvação, ainda que improvável.
Penso que esta situação é tão atual e real para muitas pessoas porque vejo que ninguém (ou quase ninguém) gostaria de ser condenado a um sofrimento eterno, ao temido inferno. Porém, o que não vemos muito são pessoas parando para pensar que o simples fato de se manter parado já traz uma garantia de condenação. Há pessoas que até temem o inferno, porém também temem a Deus de maneira que não querem se aproximar dele, não porque vejam Nele uma imagem de alguém terrivelmente mal, mas porque se sentem tão más que têm receio de serem rejeitadas pelo Senhor. Façamos com os versículos citados uma ilustração, imagine que os leprosos somos nós, pecadores impuros, a cidade é a velha vida, o lugar onde eles estavam era o "muro" no qual costumamos nos manter sob a ilusão de ser o melhor lugar. E os sírios representam Deus.
Agora notemos o seguinte: se voltarmos para aquela vida velha (a cidade), com certeza iremos ao inferno; se permanecermos no muro, sem entrega total de nossa vida, também estaremos indo para o inferno. Agora, se mesmo sendo tão impuros quanto aqueles leprosos eram segundo a lei de Moisés; se entendermos que a única possibilidade de sobreviver é nos entregar aos sírios (Deus), teremos não somente uma, mas duas possibilidades: viver ou morrer. A questão aqui então é: quero permanecer neste lugar onde minha alma com certeza morrerá, ou me arriscar a encontrar a vida eterna, onde na pior das hipóteses só irei ter o mesmo resultado que já estava garantido? Tipo aqueles conselhos de coach empresarial: "você já tem o não, corra atrás do sim."
O ponto onde quero chegar é que há pessoas neste momento que estão com um pé dentro do evangelho, mas não entrou por completo porque tem medo de ser rejeitado por Deus e no final ser condenado. Mas, caro irmão, lembre-se que aí onde você está já é o ingresso para a segunda morte, então se você for rejeitado, tudo o que poderia ocorrer era você perder a chance de entrar no Reino dos céus, coisa que já irá acontecer, caso você não se arrisque.
Mas eis a virada da chave que nos arranca da semelhança de nossa realidade com aquela citada no texto bíblico: os leprosos ali não tinham certeza do que lhes aconteceriam, talvez morressem, talvez vivessem. Mas quer a boa-nova? Se você sair de onde está agora e correr para Jesus neste momento, as chances de ser aceito serão de 100%, logo a possibilidade de ser rejeitado cai para 0%. Mas por quê? Porque Jesus prometeu que todo aquele que for a Ele de maneira nenhuma será lançado fora (Jo 6.37). Todo aquele que crê com o coração e confessar com a boca que Jesus é Senhor será salvo (Rm 10.9). Mas então vem aquela velha dúvida que entra nos corações de todo candidato à fé em Cristo: Não é possível que eu seja aceito, pois sou tão pecador! E aqui entra o mais belo e consolador dos argumentos: Jesus não veio chamar justos, mas sim pecadores ao arrependimento (Lc 5.32).
Não é que Ele permita que vivamos de qualquer jeito, mas Ele sabe que sozinhos jamais poderíamos ser melhores. Por nossas obras não haveria a menor chance de sermos salvos, por isso a nossa necessidade da graça. Só quem é lavado pelo sangue do Cordeiro de Deus pode receber vida eterna, e não há como chegar a Ele limpos se somente Ele pode nos limpar, portanto corra para Ele com toda a sua sujeira, com toda a sua impureza, pois ainda que os pecados de vocês sejam como o escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, eles se tornarão como a lã. (Is 1.18)
Querido leitor, deixe-me ser um pouco redundante com o objetivo de ser claro. Nós nascemos com a natureza de Adão, portanto nascemos diretamente condenados ao inferno, não há o que fazer, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. (Rm 3.23,24)
É verdade que somos maus por natureza, mas em Jesus temos a oportunidade de sermos uma nova criatura, regenerados não de semente corruptível, mas de semente incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. (1 Pe 1.23)
E a nós, os cristãos que já foram um dia evangelizados e creram na Palavra de Deus, lavados e remidos pelo sangue imaculado de Jesus, não nos frustremos, não pensemos que Ele nos ama menos porque pecamos, pelo contrário, nos apeguemos firmemente à mensagem que diz que de maneira nenhuma seremos lançados fora. Mas não me entenda mal, isto não é um convite à uma vida deliberadamente pecaminosa, mas um consolo de que mesmo tendo falhado em algum momento, ainda podemos encontrar graça e perdão, pois se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (1 Jo 1.9)
Quando falei que esta mensagem seria, talvez, evangelística, mas também para aqueles que já estão salvos, não disse atoa. Há irmãos que, embora tenham crido no Evangelho e se arrependido de sua antiga vida, ainda carregam dentro de si um grande medo: "será que se Jesus voltar agora eu irei com Ele?" Caro irmão, no coração de um ímpio não há temor em relação ao inferno, muito menos anseio pelo Reino, pois tais sintomas só estão presentes dentro dos corações cujo Espírito Santo habita, pois só há conflito dentro de quem possui duas naturezas, a humana e a divina. Charles Spurgeon proferiu sábias palavras ao declarar que devemos nos sentir alegres enquanto houver conflitos internos, pois significa que há duas naturezas, uma que só morrerá quando partirmos dessa vida, outra que permanecerá por toda a eternidade. Se esta guerra infindável se acabar dentro de você, então tema, porque significa que a natureza implantada pelo Evangelho morreu e apenas nosso velho eu está vivo.
Nossa luta contra o pecado não acabará enquanto vivermos na Terra, portanto, não pense em voltar à "cidade", pois lá morrerás. Não permaneça parado por medo de ser rejeitado no Dia do Senhor, pois aí também é lugar de morte. Siga em frente, se há pecados se arrependa, atire-se aos pés da cruz; sigamos o conselho bíblico que diz: Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno.(Hb 4.16)
Candidatos ao cristianismo e cristãos salvos, não deixem que o medo emperre sua fé, saia deste lugar de incerteza que de certo trará morte e arrisque-se à cruz de Cristo, pois lá é o único local onde poderemos fugir dela.
Para concluir quero trazer uma última análise no segundo trecho destacado, o verso 9 que diz: Então disseram uns aos outros: — Não é certo o que estamos fazendo. Este dia é um dia de boas-novas, e nós nos calamos.
Não podemos de forma alguma ser egoístas, querer usufruir da graça de Jesus sozinhos, precisamos entender que uma vez que fomos alcançados por ela, sobre nossas vidas também há a missão de levar as boas-novas para que outros que estão à beira da morte possam encontrar descanso e refrigério para suas almas. O Reino dos céus tem espaço suficiente para todo aquele que crê no Filho de Deus, portanto não se preocupe com o número de pessoas que você encaminhará para lá, apenas seja um missionário e leve o número máximo de pessoas que você conseguir até Jesus. Não se cale, conte aos outros o que Cristo fez por você, deixe que as pessoas vejam que se um pecador como eu foi salvo, elas também podem. Exponha para o mundo como Deus foi gracioso, como sua misericórdia te salvou para que outros necessitados também sejam salvos.
Se você encontrou comida, bebida, ouro e prata na Tenda do Senhor, não pense que levar mais pessoas para lá te fará diminuir o que encontrou, pelo contrário, te acrescentará mais ainda. Paulo nos deixa essa promessa: Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão.(1 Co 15.58)
Corra para a cruz, entregue-se a Cristo, e quando Ele te salvar, busque as almas perdidas para que elas tenham a mesma oportunidade que você. Esta é a vontade do Pai, que O amemos acima de tudo e ao nosso próximo como a nós mesmos. Você consegue uma definição maior de amor ao próximo do que apresentar a ele a chance de obter vida eterna? Então avante, o Pai busca por adoradores e trabalhadores!
Mas diz aí, você acredita que foi abençoado lendo este texto? Deixa sua experiência nos comentários, quero saber sua opinião. E não esquece de compartilhar com a galera, beleza?!
Que Jesus abençoe sua vida, e até o próximo texto!
Muito bom! Glória a Deus.🙌
ResponderEliminarMassa👏👏👏🔥
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